Sobre mim
Nome:
Idade:
Cidade:
Gosto:
Odeio:
Filmes:
Músicas:

Amigos
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis

Meu Award




Link-me



Recadinhos

Fale comigo


Música



Alguém cantando longe daqui
Alguém cantando ao longe, longe
Alguém cantando muito
Alguém cantando bem
Alguém cantando é bom de se ouvir
Alguém cantando alguma canção
A voz de alguém nessa imensidão
A voz de alguém que canta
A voz de um certo alguém
Que canta como quer pra ninguém
A voz, de alguém quando vem do coração
De quem mantém toda pureza
Da natureza
Onde não ha pecado nem perdão
(Caetano Veloso)
"Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar"
(V. de Moraes)
  ***  ***
Já sei que já não sou, passei, passou.
A lua nos espera nessa rua é só tentar.
E um coro de astronautas, de anjos e crianças
bailando ao meu redor, te chama:
vem voar.
Já sei que já não sou, passei, passou.
Eu venho das calçadas que o tempo não guardou.
E vendo-te tão triste, te pergunto: O que te falta?
...talvez chegar ao sol, pois eu te levarei.
(Astor Piazzola - versão Rogério Cardoso)
 
*****
Era por fim a vida real, com o meu coração a salvo,
e condenado a morrer de bom amor na agonia feliz
de qualquer dia depois dos meus cem anos."
(Gabriel Garcia Marques, in Memória de Minhas Putas Tristes)
 
****
De repente, o amor
se transformou Undisclosed-Recipient.
Tudo que eu queria era
uma comunicação pessoal,
interpessoal... intimizada
Acústica feito voz e violão.
Globalizou... desintimizou..
Passsou... coração
Saudade ficou.
(Tereza da Praia)


Escrito por Tereza da Praia às 09h18
[] [envie esta mensagem]




Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos,
pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica.
Não há nada menos apropriado para
 tocar numa obra de arte do que palavras de crítica,
que sempre resultam em mal-entendidos mais ou menos felizes.
As coisas estão longe de ser todas tão tangíveis e dizívies quanto
se nos pretenderia fazer crer;
a maior parte dos acontecimentos é inexprimível
e ocorre num espaço em que nenhuma palavra nunca pisou.
Menos suscetíveis de expressão
do que qualquer outra coisa são as obras de arte,
— seres misteriosos cuja vida perdura, ao lado da nossa, efêmera.

Ninguém o pode aconselhar ou ajudar, — ninguém.
Não há senão um caminho. Procure entrar em si mesmo.
Investigue o motivo que o manda escrever;
examine se estende suas raízes pelos
recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo:
morreria, se lhe fosse vedado escrever?
Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo
na hora mais tranqüila de sua noite:
"Sou mesmo forçado a escrever?”
Escave dentro de si uma resposta profunda.
Se for afirmativa, se puder contestar àquela
pergunta severa por um forte e simples "sou",
então construa a sua vida de acordo com esta necessidade.
Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se
o sinal e o testemunho de tal pressão.
Aproxime-se então da natureza.
Depois procure, como se fosse o primeiro homem,
dizer o que vê, vive, ama e perde.
Não escreva poesias de amor.
Evite de início as formas usais e demasiado comuns:
são essas as mais difíceis, pois precisa-se de
uma força grande e amadurecida para se produzir
algo de pessoal num domínio em que
sobram tradições boas, algumas brilhantes.
(...)
relate tudo isto com íntima e humilde sinceridade.
Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente,
 as imagens dos seus sonhos
e os objetos de sua lembrança.
Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse.
Acuse a si mesmo, diga consigo que não é
bastante poeta para extrair as suas riquezas.
Para o criador, com efeito, não há pobreza
nem lugar mesquinho e indiferente.
Mesmo que se encontrasse numa prisão,
cujas paredes impedissem todos os ruídos
do mundo de chegar aos seus ouvidos,
não lhe ficaria sempre sua infância, esta esplêndida
e régia riqueza, esse tesouro de recordações?
 
(carta a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke)


Escrito por Tereza da Praia às 02h01
[] [envie esta mensagem]




Hoje, 20/10, é dia do poeta e aniversário
de Arthur Rimbaud, Poeta francês .
Considerado pós-romântico e precursor do surrealismo,
é uma das maiores influências da poesia moderna.
Jean Nicolas Arthur Rimbaud nasceu em Charleville, em 20/10/1854
e morreu em Marselha, em 10/11/18991. Teve um vida muito agitada.
Comercializou peles e café na Etiópia, alistou-se no Exército colonial holandês,
para desertar logo depois, traficou armas em Ogaden, foi para o Chipre e para Alexandria.
Em 1891 tem a perna amputada, em decorrência de um câncer no joelho.
Morreu em Marselha, depois de demorada agonia.
Aos 18 anos vive uma turbulenta história de amor com o poeta Verlaine,
que deixa a família para viver com Rimbaud em Londres.
A tempestuosa relação amorosa entre os dois terminou
quando Verlaine atirou em Rimbaud, ferindo-o no pulso.

No céu da poesia, o nome de Arthur Rimbaud
brilha para sempre como uma estrela de primeira grandeza.

PRIMEIRA TARDE

                             Tradução:  Ivo Barroso

Era bem leve a roupa dela
E um grande ramo muito esperto
Lançava as folhas na janela
Maldosamente, perto, perto.

Quase desnuda, na cadeira,
Cruzavas as mãos, e os pequeninos
Pés esfregava na madeira
Do chão, libertos finos, finos.

— Eu via pálido, indeciso,
Um raiozinho em seu gazeio
Borboletear em seu sorriso
— Mosca na rosa — e no seu seio.

— Beijei-lhe então os tornozelos.
Deu ela um riso inatural
Que se esfolhou em ritornelos,
Um belo riso de cristal.

Depressa, os pés na camisola
Logo escondeu: "Queres parar!"
Primeira audácia que se implora
E o riso finge castigar!

Sinto-lhe os olhos palpitantes
Sob os meus lábios. Sem demora,
Num de seus gestos petulantes,
Volta a cabeça: "Ora, esta agora!..."

"Escuta aqui que vou dizer-te..."
Mas eu lhe aplico junto ao seio
Um beijo enorme, que a diverte
Fazendo-a rir agora em cheio...

— Era bem leve a roupa dela
E um grande ramo muito esperto
Lançava as folhas na janela
Maldosamente, perto, perto.

PREMIÈRE SOIRÉE

Elle était fort déshabillée
Et de grands arbres indiscrets
Aux vitres jetaient leur feuillée
Malinement, tout près, tout près.

Assise sur ma grande chaise,
Mi-nue, elle joignait les mains.
Sur le plancher frissonnaient d'aise
Ses petits pieds si fins, si fins.

— Je regardai, couleur de cire,
Un petit rayon buissonnier
Papillonner dans son sourire
Et sur son sein, — mouche ou rosier.

— Je baisai ses fines chevilles.
Elle eut un doux rire brutal
Qui s'égrenait en claires trilles,
Un joli rire de cristal.

Les petits pieds sous la chemise
Se sauvèrent : "Veux-tu en finir!"
— La première audace permise,
Le rire feignait de punir!

— Pauvrets palpitants sous ma lèvre,
Je baisai doucement ses yeux:
— Elle jeta sa tête mièvre
En arrière: "Oh! c'est encor mieux!...

Monsieur, j'ai deux mots à te dire..."
— Je lui jetai le reste au sein
Dans un baiser, qui la fit rire
D'un bon rire qui voulait bien...

— Elle était fort déshabillée
Et de grands arbres indiscrets
Aux vitres jetaient leur feuillée
Malinement, tout près, tout près.


A ETERNIDADE

                             Tradução:  Augusto de Campos

De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Como o sol que cai.

Alma sentinela,
Ensina-me o jogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Das lides humanas,
Das palmas e vaias,
Já te desenganas
E no ar te espraias.

De outra nenhuma,
Brasas de cetim,
O Dever se esfuma
Sem dizer: enfim.

Lá não há esperança
E não há futuro.
Ciência e paciência,
Suplício seguro.

De novo me invade.
Quem? – A Eternidade.
É o mar que se vai
Com o sol que cai.


L'ETERNITÉ

Elle est retrouvée.
Quoi? – L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise: enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi? – L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.
              
("Primeira Tarde"
     In O Torso e o Gato
    Editora Record, Rio de Janeiro, 1991. "A Eternidade"
      In Rimbaud Livre
    Editora Perspectiva, 2a. ed, São Paulo, 1993) 


Escrito por Tereza da Praia às 01h29
[] [envie esta mensagem]




Ontem, 19/10 foi aniversário dele. O poetinha amado _ Vinicius de Moraes.
Não posso deixar passar em branco.  Deixo com vocês em homenagem
ao aniversariante "Monólogo de Orfeu". Eu amo este poema. Um dia alguém,
com toda verdade, o declamará para mim.
"UOL Busca
Monólogo de Orfeu é parte da peça
Orfeu da Conceição, que foié uma adaptação,
da história de Orfeu e Euridice, da mitologia grega
transposta para realidade das favelas cariocas.
O espetáculo estreiou no Teatro Municipal do Rio de
Janeiro em 25 de setembro de 1956.
A Peça teve cenários de Oscar Niemeyer
****

Monólogo de Orfeu

Composição: Vinicius de Moraes/ Antonio Carlos Jobim

Mulher mais adorada!
Agora que não estás,
deixa que rompa o meu peito em soluços
Te enrustiste em minha vida,
e cada hora que passa
É mais por que te amar
a hora derrama o seu óleo de amor em mim, amada.

E sabes de uma coisa?
Cada vez que o sofrimento vem,
essa vontade de estar perto, se longe
ou estar mais perto se perto
Que é que eu sei?
Este sentir-se fraco,
o peito extravasado
o mel correndo,
essa incapacidade de me sentir mais eu, Orfeu;
Tudo isso que é bem capaz
de confundir o espírito de um homem.

Nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga,
esse contentamento, esse corpo
E me dizes essas coisas
que me dão essa força, esse orgulho de rei.

Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música.
Nunca fujas de mim.
Sem ti, sou nada.
Sou coisa sem razão, jogada, sou pedra rolada.

Orfeu  menos Eurídice: coisa incompreensível!
A existência sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos.
Tu és a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo,
minha amiga mais querida!

Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura!
Quem poderia pensar que Orfeu,

Orfeu cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres -
que ele, Orfeu,
Ficasse assim rendido aos teus encantos?

Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho
que eu vou te seguindo no pensamento
e aqui me deixo rente quando voltares,
pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo

Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo.



Escrito por Tereza da Praia às 00h30
[] [envie esta mensagem]




SUEÑOS EN LA NOCHE.
Tereza da Praia

Navegas en mi,
Deseos locos,
Que nos alimentan a los pocos,
Al años al hilo.
en las aguas profundas,
oscuras de nuestro celo
Te ahogas y me inundas
En cuanto te halago
y nos perdemos en el lago
Profundo de nuestro placer.
(Trad. Elizabeth-Betty)
SONHOS NA NOITE.
Tereza da Praia

Navegas em mim,
Desejos loucos,
Que nos alimentam aos poucos,
A anos a fio.
Nas águas fundas,
Escuras de nosso cio
Te afogas e me inundas
Enquanto te afago
E nos perdemos no lago
Profundo do nosso prazer.




Escrito por Tereza da Praia às 14h31
[] [envie esta mensagem]




Seu hálito é como mel
aromatizado com cravo;
sua boca, deliciosa
como uma manga madura.
Beijar sua pele é como experimentar o lótus.
A cavidade do seu umbigo oculta
uma profusão de especiarias.
Que prazeres repousam depois, a lingua
sabe, mas não pode dizer.
(Srngarakarika, Kumaradadatta (século XII).



Escrito por Tereza da Praia às 12h16
[] [envie esta mensagem]




Arrependo-me das dietas,
dos pratos deliciosos rejeitados
por vaidade, tanto como lamento
as oportunidades de fazer amor
que deixei passar para me dedicar
a tarefas pendentes ou por
virtude puritana.
(Afrodite - Isabel Allende)


Escrito por Tereza da Praia às 12h02
[] [envie esta mensagem]


Calendário


Olha a hora


Já Passou
01/11/2009 a 07/11/2009
25/10/2009 a 31/10/2009
18/10/2009 a 24/10/2009
11/10/2009 a 17/10/2009
04/10/2009 a 10/10/2009
13/09/2009 a 19/09/2009
06/09/2009 a 12/09/2009
28/01/2007 a 03/02/2007

On Line


Contador


Meus Presentes



Ame e seja feliz!!!

Eu Amo a Vida!!!





Layout by



Créditos


Etc...