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Música



Uma Voz No Vento
Composição: Marcus Vianna

Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção
Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti
Uma voz no vento
Uma voz me chama
Brisa de amor, doce coração
Uma voz no tempo
Carinho na alma
E as lágrimas fogem de ti
Se quem chegou, partiu
Se quem virá, já foi
Só pra quem fica os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma afetam
Se os anos pesam demais no coração
E as lágrimas fogem de ti
E lágrimas fogem de mim
E um rio se forma de nós.
 
 
(Minha voz no vento...
Minha voz te chama...
Sem você, os dias
são todos iguais.)


Escrito por Tereza da Praia às 03h03
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Reo por delírio
Rita Vargas Ríos
 
Por tu culpa poeta
Busco la sombra de los árboles
Para que me bese la cascada de tus versos.
Por tu culpa poeta
Mi corazón pare desatinos
Que vuelan amarillos por macondo.
Por tu culpa poeta
Se llenó  de mayos el calendário
Y meridianaste todas mis horas.
Por tu culpa poeta
No puedo hacer cálculos
Y me moviste el piso com terremoto de locuras.
Por tu culpa poeta ya no vivo
Y me rindo al ritmo endemoniado    Del recuerdo.
 
Poeta, poeta
Qué hiciste con mi vida?
*** 
 
AUSENCIA
 
Me dices que te vas
A un lugar donde no llegam mis palabras
Te vas
Ironia o crueldad?
Y yo me quedo donde siempre
Estuve desarraigada Del amor
Escalando picos em solitario
Y descendiendo a mis abismos.
 
Paradójico:
Adonde vayas iré yo
Llevando mi alforja de palabras
Recién descubiertas
Tapizando de nubes tu cielo
A que me miren tus ojos.
Adonde vayas iré yo, amor,
Tejiendo sumos de aramas
Em sítios inesperados
Tomando prestado aroma
De madreselvas para envolverte
 
Y sonarán tus nocturnos
Y los mios
Como se fuesen los mismos
Y jugaré com tu pelo desde el viento
y....
Te vás?
Adónde poeta, adónde...?
Donde el amor no te
                      Alcance?
Incrédulo amor:
Donde vayas iré yo
Tejiendo sueños de aramas
En sitios inesperados.
Desnúdate!
Y descubre mi caligrafia em tu piel.
 
*** 
 
Réu  por delírio
Rita Vargas Ríos
 
 
Por tua culpa poeta
Busco a sombra das árvores
Para que me beije a cascata de teus versos.
 
Por tua culpa poeta
Meu coração gera  desatinos
Que voam  amarelos para a Macondo*
 
Por tua culpa poeta
Encho de maios o calendário
E de meridianos todas as minhas horas
 
Por tua culpa poeta
Não posso fazer cálculos
E me moveu o solo com
                      Terremoto de loucuras.
Por tua culpa poeta já não vivo
E  me entrego ao ritmo endemoninhado da recordação.
Poeta, Poeta
Que fizeste com minha vida?
 
***
Ausência
 
Disseste-me que vais
A um lugar aonde não chegam as minhas palavras.
Te vais
Ironia ou crueldade?
E eu fico aonde sempre
Estive exilada do amor
Escalando pico na solidão
E descendo a meus abismos.
 
Paradoxalmente:
Aonde fores eu irei
levando meu alforje de palavras
recém descobertas
atapetando de nuvens teu céu
que me olham teus olhos.
Aonde fores  irei eu , amor,
Tecendo sonhos de tocar
Em lugares inesperados
Tomando emprestado o perfume
De madressilvas para te envolver.
 
E sonharão tuas tristezas
Y as minhas
Como se fossem as mesmas
E brincarei com teus cabelos ao vento
E.......
 
Te vais?
Aonde poeta, aonde...?
Aonde o amor não te
                                 Alcance?
Incrédulo amor:
Aonde fores  irei eu,
Tecendo sonhos de roçar
Em lugares inesperados.
 
Desnuda-te!
E descubra minha caligrafia em tua pele.
***
Rita Vargas Rios é poeta Equatoriana, mais especificamente
de Quito.  Eu a conheci no II Festival Internacional
"Jose Guilhermo Vargas Rodrigues", realizado em
Bambamarca(Peru),  nos dias 23 a 16 de setembro de 2006.
Os poemas fazem parte da antologia do encontro "Arquitectos
del Alba", pgs. 381/382




Escrito por Tereza da Praia às 02h26
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A Mulher De Cada Porto
(Chico Buarque/Edu Lobo)

Ele:
Quem me dera ficar meu amor, de uma vez
Mas escuta o que dizem as ondas do mar
Seu eu me deixo amarrar por um mês
Na amada de um porto
Noutro porto outra amada é capaz
De outro amor amarrar, ah
Minha vida, querida, não é nenhum mar de rosas
Chora não, vou voltar


Ela:
Quem me dera amarrar meu amor quase um mês
Mas escuta o que dizem as pedras do cais
Se eu deixasse juntar de uma vez meus amores num porto
Transbordava a baía com todas as forças navais
Minha vida, querido, não é nenhum mar de rosas
Volta não, segue em paz

Os dois:
Minha vida querido (querida) não é nenhum mar de rosas

Ele:
Chora não

Ela:
Segue em paz

 

UOL Busca



Escrito por Tereza da Praia às 18h23
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VISITA ESPERADA
(Tereza da Praia)
 
Visita esperada.
Não era uma visagem.
Estava de passagem.
Veio me conhecer.
Não quis tapete vermelho,
Trouxe lenha.
Fez fogo.
Implorei de joelhos: Fica!
Mas tudo era um jogo...
Não se põe os momentos no gelo.
Passageiro esperado
Mais que principe encantado.
Ficou um pouco,
deixou-me louca
Depois partiu...
Deixou uma promessa
Um dia talvez...
Quem sabe, outra vez.


(Tereza da Praia - Séreie Qualquer Prazer me diverte)



Escrito por Tereza da Praia às 18h04
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Viagem
Anna Paes
 
Deslizava, suave melodia entre águas e tintas
todos os meus sonhos de menina
Ancorava a vida, fantasias e 
as tintas  seguiam algum traçado indecente
 
buscando entre as águas algum clarão diferente
Luz do sol, da lua, das estrelas
Verde mar, azul anil, lilás arco-iris
Terra! Ancorada nau
 
já não vaga solitária
Velas a prumo entrecortadas pelo vento
areias soltas, cegando passantes
 
revoam, ondas  submergem, emergem
juntam espumas   nos barcos
 da minha vida
 


Escrito por Tereza da Praia às 21h19
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Ode descontínua e remota para flauta e oboé -Canto VII
(Hilda Hist)

É lícito me dizeres que manhã tua mulher
virá à minha casa para aprender comigo
minha extensa e difícil dialética lírica
canção e liberdade não se aprendem
Mas posso encantada se quiseres
deitar-me com o amigo que escolheres
e ensinar a mulher e a ti Dionísio
a eloqüência da boca nos prazeres
e plantar no teu peito prodigiosa
um ciúme venenoso e derradeiro

(HILST, Hilda. Memória Noviciado e Paixão, 1974)

"UOL Busca



Escrito por Tereza da Praia às 20h58
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RAPSODIA
Tereza da Praia
 
Una mujer a lo lejos,
Una mujer en la sala,
Una mujer al piano,
Una ladera
 accesa
Incendiando el pecho.
  
Una mujer y su canción,
Que ecoa por la inmensidad,
Una mujer que toca
nota por nota
la - sol - fa - la


 
La - sol - fa - mi
do - si - la - do
en el pecho una herida sólo.
Mano izquierda, clave de fa.
Mano derecha clave del sol.


 
Una mano teje la melodía
Con la otra traceja la armonía.
Una mujer en la noche,
toca sus amarguras, como si fuese azote.
Como  si despetalase flores.


 
Una mujer toca y llora,
Una mujer que casi implora,
un poco de atención.
Quien sabe, no es esta la canción
Que oyes en la
 inmensidad...


 
la música que viene de la emoción...
De un solitario corazón.
Que es un lamento,
perdido en el tiempo
Que es una canción de amor.
(Tradução Betty -Argentina)
 
 *** *** 
 
RAPSÓDIA
Tereza da Praia
 
Uma mulher ao longe,
Uma mulher na sala,
Uma mulher ao piano,
Uma lareira acesa
Incendiando o peito.

 
Uma mulher e sua canção,
Que ecoa pela imensidão,
Uma mulher que toca
nota por nota
lá - sol - fá - lá
  
Lá - sol - fá - mi
dó - si - la - dó
No peito uma ferida só.
Mão esquerda, clave do fá.
Mão direita clave do sol.
 

Uma mão tece a melodia
Com a outra traceja a harmonia.
Uma mulher na noite,
toca suas mágoas, como fosse açoite.
Como  despetalassem flores.
 
 Uma mulher toca e chora,
Uma mulher que quase implora,
um pouco de atenção.
Quem sabe, não é esta a canção
Que ouves na imensidão...

 
A música que vem da emoção...
De um solitário coração.
Que é um lamento,
perdido no tempo
Que é uma canção de amor.
 



Escrito por Tereza da Praia às 22h57
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Se receoso se turba na alta noite
teu peito em flor,
ao sentires um hálito em teus lábios,
abrasador,
lembra-te que invisível ao teu lado
respiro eu.

(Gustavo Adolfo Bécquer , poeta e narrador espanhol. Nasceu em
Sevilla em 17/02/183.  Morreu em Madrid em 22/12/1870.) 



Escrito por Tereza da Praia às 18h33
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ESPAÇOS...
(Liane Niremberg)


Então, fala-me da tua solidão,
dessa imensa sensação de espaço vazio...
Descreve-a para mim.
Quem sabe, desse modo,
te ajudo a repensar,
com as tuas próprias palavras,
o vazio que dizes sentir.
Só não entendo o porquê
de ainda insistires em ter
um espaço preenchido
com a presença de alguém
que jamais conseguirá
alcançar-te nesse labirinto...
Não me entendas mal:
é que não consigo aceitar
como é que dentro de ti
possam ainda existir
esses espaços perdidos...



Escrito por Tereza da Praia às 17h56
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