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Lampejos
Tereza da Praia Às vezes tenho a impressão que toco teu corpo quente, Tão grande e ardente é a saudade que me atormenta. Depois vejo que seguro o nada, acaricio o vácuo. Um sonho inócuo, Ilusão de um momento. Apenas uma lampejo, um delírio, um desejo. Sua presença voa feito borboleta, deixando nas minhas mãos as pétalas suaves de uma doce lembrança, de um tempo que ousei ser criança, sem medo, sem censura, entrar na dança sair da clausura mudar o estilo, tirar os vestidos perder o sentidos amar desesperadamente, descontroladamente sem dia, sem hora Depois ir embora. Tereza da Praia série: Elas passarão, eu passarinho. Escrito por Tereza da Praia às 11h26 [] [envie esta mensagem] Hoje amanheci com o poema "Ode Descontínua e remota
para flauta e Oboé", de Hilda Hilst, martelando na minha
cabeça. "Por que recusas amor e permanência?"
"A minha Casa é gurdiã do meu corpo E protetora de todas minhas ardências. E transmuta em palavra Paixão e veemência E minha boca se faz fonte de prata Ainda que eu grite à Casa que só existo Para sorver a água da tua boca. A minha Casa, Dionísio, te lamenta E manda que eu te pergunte assim de frente: À uma mulher que canta ensolarada E que é sonora, múltipla, argonauta Por que recusas amor e permanência? " Escrito por Tereza da Praia às 11h00 [] [envie esta mensagem] |
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